Não era nenhum jardim, mas havia uma rosa linda e só, fui até ela agarrei-a com força para junto de mim, senti seu cheiro e a maciez de suas pétalas.
Agarrei-a com tanta força para que o vento do tempo não a levasse, mas alguns espinhos ficaram cravados em minha carne, os espinhos doem e podem inflamar, mas ao menos são parte daquela rosa, tão bela que ficou em mim.
Temo que meu organismo de mentiras inflame as feridas feitas pelos espinhos e os expulsem de dentro de mim, se ao menos fosse um organismo fertilizado poderia brotar novas rosas iguais a essa em mim, então me tornaria um jardim.
(Helton)